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  ENTREVISTA – EM PAUTA: ‘’ Brasil e suas mudanças na Educação ‘’.

29 MAR 2017
29 de Março de 2017



  Bacharel, Licenciada em História – Ainda na área de História com Curso de História Ibérica na USP ( Universidade de São Paulo).

Com Cursos de extensão nas áreas: Arqueologia, psicologia da educação e libras, através da Universidade de Santos.

Pós-graduada em gestão de pessoas pela Faculdade Anhanguera, e Pós-graduada em docência do ensino superior na mesma instituição.

Cursou durante um ano publicidade e propaganda na Unifieo.

ENTREVISTADA: Elisabeth Ribeiro - Natural de São Paulo-SP, onde reside desde seu nascimento até os dias atuais.

 

1 – A adoção do período integral nas escolas é sinônima de melhora na educação?

Sim, e não. Digo, que a integralidade nas escolas nacionais pode de alguma forma ser associada desde que os conteúdos sejam de fato também integral. Como dizer isso? Docentes empenhados na causa e no propósito qual se prepararam, conseguem multiplicar conhecimento, mas sabedoria e didática para as propostas pedagógicas infelizmente não alcançam alguns profissionais, então, não é a quantidade, mas sim a qualidade que faz a diferença.

 

2- As medidas não devem trazer mais gasto para os estados?

Em minha opinião, melhorias exigem investimento, se o governo institui novas medidas, deve-se aplicar a elas com o mesmo objetivo que exige dos profissionais e alunos.

3- A medida de reforma do ensino médio vale para as escolas públicas e privadas. Com isso pode haver aumento nas mensalidades na rede privada?

Lamentavelmente, direta e indiretamente todos sofrem com as mudanças, contudo, reafirmo que a qualidade e a diferença entre ensinar em rede pública ou privada dependem somente do professor. Quem ensina, ensina em qualquer lugar. Como diz Mário Sérgio Cortella, “conhecimento se multiplica”.

4- A medida provisória interfere na prova do Enem de 2017 que será aplicada em Novembro?

Eu sou professora aplicadora do Exame Enem, e tenho percebido que as provas são de fato surreais em relação ao conhecimento que os alunos adquirem nas escolas públicas, são muito trabalhosas e muitos saem esgotados, no dia seguinte nem aparecem para continuar.

5- com a reforma do ensino médio, os alunos poderão escolher as disciplinas que quiser?

Segundo a reforma sim, mas entendo que essa proposta é proposital, e com isso o governo faz com que o aluno pense que ele é capaz de escolher somente o que lhe agrada, o que já é muito errado. As disciplinas devem ser obrigatórias em sua totalidade, os alunos devem ter a consciência que todas as informações investigativas são necessárias, caso contrário, formaremos futuros brasileiros sem base política, econômica e histórica. As maiorias dos alunos não conhecem nem as capitais brasileiras, e digo isso de alunos do ensino médio das escolas públicas.

6- No Brasil são inúmeras as escolas que não contam com uma grande estrutura, com destaque para escolas interioranas. Sendo assim, e se a escola do aluno não oferecer a área em que ele quer se aprofundar?

Essa é nossa realidade, como disse anteriormente, o governo deve investir mais a fim de que possamos alcançar uma meta satisfatória, estrutura ajudam em relação a motivação, então juntamos a motivação com força de vontade e arregaçamos as mangas, sem medo de pensar.

7- O que muda para quem faz ensino técnico?

Esse assunto é muito abrangente, e pouco discutido, mas que desperta interesse no aluno no sentido que ele acredite que basta ter um conhecimento tecnológico para ter uma formação. E não é isso, não dispenso o tecnológico, mas sem uma graduação, infelizmente a inserção no mercado de trabalho é nula.

Veja bem, ensino técnico prepara para mercado, mas eu como professora de história, percebo que a base fundamental para esse aprendizado é extremamente insuficiente. A história do trabalho é linda, cheia de significados, lutas e conquistas, filosofias abordadas, intelectuais envolvidos. Não tem como preparar um médico, um engenheiro, arquiteto, ou mesmo um administrador sem que ele saiba no mínimo das histórias das revoluções que corroboraram para que hoje essas profissões sejam reconhecidas e exigidas.

Vivemos a 1ª, 2ª, 3ª e estamos entrando na 4ª revolução industrial globalizada, e muitos nem sabem o que é isso. Principalmente nas ETECs e FATECs

8- Como você avalia a reforma do Ensino Médio e uma possível reforma do Ensino Fundamental?

É um conjunto de novas diretrizes para o ensino médio implementadas via Medida Provisória apresentadas pelo governo federal em 22 de setembro de 2016

Serei curta e grossa, REFORMA quer dizer melhoria, expansão, aperfeiçoamento, requer investimento, estrutura e dedicação. Por exemplo, você não reforma sua casa de qualquer jeito, se não for pra melhorar, nem mecha em nada.

9- O senador Aécio Neves,  chegou a se vangloriar-se da MP, em artigo, porque essa seria a sua proposta para a educação na época das eleições de 2014. Como educadora o que você nos diz sobre essa declaração?

Ele é político, e não educador muito menos docente.

10- o Congresso Nacional  vinha discutindo uma reforma do Ensino Médio há três anos, por meio de um projeto de lei do deputado federal Reginaldo Lopes (PT-MG). Qual a avaliação que você faz dessa proposta?

Minha resposta na questão Oito. ‘’ 8 ‘’ Voltar a resposta.

11- É possível afirmar que essa MP atropela processo de conclusão da Base Nacional Curricular Comum? Por quê? E como?

Eu costumo dizer que nossa constituição é uma verdadeira colcha de retalho, mas as emendas não são bem costuradas, a atual PCN em alguns quesitos ou exigências são deficientes, aplicando-se as escolas públicas, ou seja, o remendo não conclui o quebra cabeças.

12- Queria também expor para sua análise um argumento muito utilizado pelo governo para justificar a MP da reforma do Ensino Médio, que é o resultado do Ideb e o índice de evasão escolar. Como educadora você acredita que esses números justificam uma MP e esse suposto caráter de urgência?

As causas da evasão escolar são variadas. As condições socioeconômicas, culturais, geográficas ou mesmo questões referentes aos encaminhamentos didáticos – pedagógicos e a baixa qualidade do ensino das escolas podem ser apontadas como causas possíveis para a evasão escolar no Brasil.

1-    Colocar-se no lugar do outro para entendê-lo, orientar-se pelos valores da ética e cidadania.

 2- Respeitar à individualidade, à alteridade e a diversidade no convívio com as pessoas e com outras culturas.

3- Respeitar aos direitos e deveres de cidadania.

4- Colocar-se melhor a fim de que possamos trazer o aprendiz, o aluno para a escola.

Quais os motivos da evasão escolar?

5- Não é necessário realizar uma pesquisa aprofundada em relação a esses motivos, quais os mais alegados, infelizmente pela própria cultura dos pais, ou responsáveis pelo abandono de alunos nos anos iniciais, que compreende o ensino fundamental (1ª à 4ª séria e 1º ao 9º ano).

6- As dificuldades apresentadas, são desde a falta de uma pessoa adulta para acompanhar a criança à escola, falta de transporte, algum tipo de doença, entre elas a própria deficiência que o impossibilite a locomoção até a escola, pais que não tem ciência que estamos trabalhando toda a forma de inclusão.

7- Infelizmente os pais ou responsáveis não tem ciência, ou ignoram o fato, a importância e o quanto é necessário quem suas crianças freqüentem a escola. A Lei de Diretrizes e Bases da Educação (LDB9394/96) e o Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA), um número elevado de faltas sem justificativa e a evasão escolar ferem os direitos das crianças e dos adolescentes.

8- Portanto o ensino fundamental é obrigatório a todas as crianças e adolescentes de 6 a 14 anos, sendo responsabilidade das famílias e do Estado garantir a eles uma educação integral.

9- E é nesse sentido, concluo que cabe a nós profissionais de educação, instituição escolar valer-se de todos os recursos dos quais disponha para garantirmos a permanência dos alunos na escola. A legislação ainda prevê  que esgotados os recursos da escola, cabe a ela  informar o Conselho Tutelar do Município sobre os casos de faltas excessivas não justificadas e de evasão escolar, para que o Conselho tome as medidas cabíveis em relação a essa problemática.

 

13- Alguns especialistas da educação alertam para a possibilidade dessa MP abrir portas para uma experiência privatista como a que ocorreu em países latinos também, com as chamadas chartesschool? Esse é um dos caminhos?

Eu confesso! Estou muito decepcionada com o atual governo, e todos os furos e incertezas que vivemos nesses últimos anos. Ouso pensar e dizer que se as estatais fossem privatizadas, gerariam mais empregos, seriam melhores administradas e evitaria essa roubalheira e corrupção que vivemos agora. Tudo é possível quando se prioriza o povo e não o sistema capitalista. O governo tem que querer isso!

14- Logo que a MP foi anunciada, foram feitas análises de que essa reforma pretendia formar mais mão-de-obra do que estudantes pensantes. Isso pode ser um reflexo da MP ou é uma teoria fantasiosa?

 

Sempre foi assim, formar trabalhadores para a indústria de consumo, bem vindo à 4ª Revolução Industrial... Mas o governo não prestou atenção nos impactos, trabalhar onde e como?

Pois é, o futuro chegou! E nanotecnologia nada mais é que a produção, o trabalho com o muito pequeno.

José Roriz, diretor da Fiesp e da Petroquímica Suzano, insiste que estamos muito atrasados, e que se o Brasil não abrir os olhos, ficará para trás por falta de investimento em estudo e tecnologia.

Enfatizo em dizer que o não desenvolvimento e em pesquisa em nanotecnologia causará uma brutal ameaça a indústria nacional.

 

 

AGRADECIMENTOS...


Por: J. Paulo Ferreira.

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